TrendScopeBRASIL
REPORTAGEM / TECNOLOGIA

NASA consulta empresas sobre alternativas para prolongar missão do telescópio Hubble

Pedido de informações divulgado no fim de outubro considera elevar a órbita e realizar manutenção; ainda não há uma missão de extensão contratada.

Imagem de arquivo: telescópio Hubble fotografado durante missão de manutenção do ônibus espacial Atlantis em 13 de maio de 2009. Não representa uma missão planejada para 2026.
Imagem de arquivo: telescópio Hubble fotografado durante missão de manutenção do ônibus espacial Atlantis em 13 de maio de 2009. Não representa uma missão planejada para 2026. · Crédito: NASA / Johnson Space Center, foto S125-E-006948 — domínio público (obra do governo dos EUA; Wikimedia Commons)

A NASA abriu em 29 de outubro de 2026 uma consulta ao setor espacial comercial para avaliar alternativas que possam prolongar o trabalho científico do telescópio Hubble. O comunicado da agência, divulgado no dia seguinte, descreve um pedido de informações sobre capacidades de manutenção em órbita. Trata-se de uma etapa de sondagem do mercado, não do anúncio de uma missão aprovada, contratada ou com lançamento marcado.

Entre as possibilidades em análise estão uma operação capaz de elevar o Hubble a uma altitude maior, intervenções técnicas para aprimorar suas capacidades e, ao fim de sua atividade, soluções para uma reentrada controlada ou outra forma adequada de descarte orbital. As opções foram apresentadas como caminhos a estudar. A NASA ainda não escolheu empresa, veículo espacial nem arquitetura de missão.

A razão para a consulta é a perda gradual de altitude provocada pelo arrasto atmosférico. Embora opere acima da parte mais densa da atmosfera, o telescópio não dispõe de propulsão própria para corrigir continuamente sua órbita. Segundo a NASA, as estimativas atuais apontam para uma possível reentrada entre 2033 e 2034, caso não haja uma intervenção capaz de alterar esse cenário.

A agência também informa que uma eventual missão de extensão precisaria acontecer até 2032. Essa referência não é um compromisso de lançamento: expressa a janela considerada no planejamento preliminar. O pedido está aberto a manifestações da indústria até 30 de novembro de 2026, às 15h no horário do leste dos Estados Unidos, conforme a documentação oficial.

Em reportagem publicada em 1º de novembro, o site The Verge destacou que o Hubble não enfrenta uma ameaça imediata de reentrada, mas que as alternativas precisam ser estudadas com antecedência. O veículo apresentou a consulta como uma busca por propostas do setor privado, sem afirmar que já exista um plano operacional definido.

Lançado em 1990, o Hubble continua produzindo observações importantes para a astronomia. Sua capacidade de estudar o universo em comprimentos de onda que complementam os de outros observatórios ajuda a explicar o interesse em preservar seu funcionamento. A longevidade do equipamento, porém, não elimina as limitações de uma plataforma que já passou por sucessivas missões de manutenção.

A NASA já havia explorado possibilidades de impulsionar novamente o Hubble em iniciativas de estudo anunciadas em 2022. A consulta atual amplia a avaliação de caminhos comerciais possíveis, sem significar que uma proposta antiga tenha sido selecionada. Avaliar viabilidade técnica, riscos, custos e benefícios científicos será essencial antes de qualquer decisão.

O principal avanço noticioso, portanto, é a abertura formal dessa nova rodada de consulta. Ela pode gerar opções para estender a operação do telescópio, mas nenhuma extensão de vida útil está garantida. Até que surjam decisões e dados de engenharia adicionais, não é possível afirmar qual alternativa será adotada.

Fontes e referências NASA Science — comunicado de 30/10/2026 sobre consulta emitida em 29/10: https://science.nasa.gov/missions/hubble/nasa-explores-potential-commercial-servicing-for-hubble-telescope/ The Verge — reportagem publicada em 01/11/2026: https://www.theverge.com/science/1024239/nasa-commercial-space-save-hubble

Fontes e referênciasNASA Science; The Verge ↗
Esta reportagem foi publicada pela TrendScope Brasil.

Produção editorial com apoio de automação e referências identificadas. A automação não representa aprovação humana prévia.